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Hiatus por tempo indeterminado

15 de julho de 2017

Sempre fui contra hiatus, mas tô sem ânimo algum pra vir aqui ou tentar sequer escrever algo. Qualquer coisa, vem de zap.

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Atualizando pra dizer que eu não morri #2

21 de junho de 2017

Que eu demoro pra aparecer por aqui, não é novidade. No entanto, mais um pouco e não haveria um post sequer no mês de junho, e passar um mês inteiro sem qualquer post é algo que eu definitivamente não quero que aconteça.

É difícil manter tudo na ativa o tempo todo. Com o trabalho, faculdade, namoro, família, mudanças e tudo mais, é óbvio que alguma coisa ia perder um pouco a atenção. Pena que foi o blog. Por isso, resolvi dar as caras por aqui só pra dizer que eu não morri. Eu já fiz isso antes aqui, ó.

Além de trabalhar e estudar, algumas coisas legais aconteceram na minha vida em junho. Já comecei o mês com momentos inesquecíveis no show do Silverstein, que veio a Curitiba juntamente com The Word Alive e For the Fallen Dreams. Confesso que a única que realmente conhecia era Silverstein e The Word Alive só tinha ouvido falar, mas resolvi aproveitar pra estudar o setlist de outros concertos da tour e ouvir melhor a banda. Fiquei louca pra ir por causa de Silverstein, enquanto meu namorado tava doido pra ver The Word Alive. Resolvi passar algumas semanas ouvindo quase que exclusivamente essas duas bandas (deixei For the Fallen Dreams em último plano por motivos de: não tinha me interessado tanto, risos) e, no dia 2 de junho, estava lá cantando junto (na medida do possível, pois não havia decorado letra alguma ainda), pulando, gritando e até mesmo chorando. Sim, chorando.

Silverstein é uma banda que eu costumava ouvir aos 15~16 anos, uma das épocas mais loucas da minha vida (adolescência, né) e, consequentemente, mais marcantes. Uma música do Silverstein, em específico, me emociona muito até hoje, e quando eles tocaram ela no show, eu simplesmente não pude conter minhas lágrimas. Pra quem quiser saber, a música é Smile in Your Sleep.

Menino Erico (aka meu namorado) também curtiu bastante e admito que talvez 30% da graça do show foi ter ele do meu lado, gritando e pulando junto comigo. Imaginem dois loucos na grade fazendo uma mistura de cantar junto, pular, conversar entre si e dar umas bitocas vez ou outra. Vocês podem ter uma ideia vaga de como foi, risos.

Tentei gravar alguma coisa mas, como estava perto do palco, tive bastante problema com o áudio, que acabou saindo estourado. Apenas um vídeo se salvou, da música Made this Way - The Word Alive:

Uma publicação compartilhada por Mary (@marythealkymist) em

Logo após esse show, no dia 3, teve mudança. Pois é, saí da casa onde cresci e me mudei para uma casa bem maior e mais moderna (com meus pais, óbviamente). Ainda estou me acostumando com a casa, achei que ia me adaptar mais cedo mas a verdade é que ainda sinto uma dorzinha no coração toda vez que passo na região da minha casa antiga — o que acontece com frequência devido a ela ficar bem no meio do caminho entre essa casa nova e meu trabalho. Mas não vou reclamar, estou gostanto bastante daqui, acho que é só questão de tempo pra que eu passe a ver essa vizinhança como minha, haha. Passei umas semans sem internet e dormindo no chão, mas isso a gente releva. E a maior vantagem de tudo isso? Estou morando a 1 quilômetro da casa do meu namorado. ❤

Por fim, o final do semestre está sendo uma loucura e estou me batendo bastante pra estudar pra todas as provas. Mesmo assim, tá chegando ao final e, até agora, tive muitas notas boas, então não vou reclamar. Nesse meio tempo, resolvi gastar minhas economias em maquiagem (porque né, adoro) e fui no tal do Atacado Stall, aqui em Curitiba. A primeira compra precisa ser de, no mínimo, 200 reais, então fui lá gastar duzentão em maquiagem e acessórios para maquiagem, e devo admitir que não me arrependo nem um pouco.

Estou bem feliz com as coisas que comprei, ao mesmo tempo em que acho que deveria ter gastado um tiquinho mais e comprado outras paradas que eu precisava (como pincéis de rosto e sombras mais coloridas), mas estou bem contente com o que tenho feito. Ando experimentando bastante em mim mesma e no meu namorado (fazer o quê? ele é o canvas perfeito!) e pretendo cada dia ficar melhor nas minhas "habilidades de mocinha".

Seguem ibagens (só uma, como sempre):


Tô vendo que vai virar tradição postar foto do boy maquiado toda vez que eu for atualizar pra dizer que tô viva. Erico que se prepare.
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Still here. Still standing!

11 de maio de 2017



Alguém por aqui esses tempos? Não? Eu imaginava.

Quem esteve por aqui nos últimos dias, sabe que o blog não estava exatamente parado. Entretanto, mesmo assim, ele não ia muito bem. A parada tava tão pesada que tudo que escrevi no último mês foram desabafos nos quais eu falava sobre o meu estado de confusão mental e como, apesar de estar tudo certo e bonitinho, a minha cabeça insiste em ver minha vida como um edifício em tombamento a todo instante.

É claro que, depois de algum tempo, eu fiquei farta disso e procurei ajuda. Na espiritualidade, com a minha psicóloga, meu psiquiatra, todo mundo que poderia me ajudar. Até meu namorado foi meio terapeuta nesses últimos tempos, mas o fato é que pra namorar comigo, tem que ter um quê de terapeuta mesmo, então isso não é bem novidade.

O negócio é que, às vezes, a gente deixa os pensamentos atropelarem nossos sentimentos, deixa o mundo nos ditar o que fazer, deixa de viver e passa a tentar coexistir pacificamente com todo mundo. Mas não dá, sabe? Não dá mesmo. Conviver com outras pessoas é sinônimo de conflito, e ai de quem pensa o contrário.

Comecei a abrir a boca. Comecei a falar mais, omitir mais opiniões. Estaria eu, finalmente, me dando o devido valor? Seria este um sinal de que minha autoestima tinha melhorado? Ou eram apenas os gritos desesperados que já estavam na minha mente havia meses, saindo em forma de pequenos desabafos, opiniões singelas e pedidos simples?

Fico triste em pensar que, muito provavelmente, estamos falando dessa última opção. Isso porque, apesar de tudo, eu ainda me acho meio meh, meio nada demais, meio tanto faz. E não pensem que não estou trabalhando nisso, porque estou - quem me conhece sabe o tanto que progredi nesse quesito nos últimos dois anos -, mas isso não é o tipo de coisa que muda do dia pra noite. Assim como amar a outra pessoa, amar a si mesmo leva tempo. Tempo esse que, basicamente, eu não tenho de sobra, mas cá estamos, tentando.

Cada dia é um novo dia, e a cada pensamento ruim, um pensamento bom fala mais alto. Pra cada música que fala sobre suicídio na minha playlist do celular, há pelo menos uma falando que ei, tudo bem ficar mal, mas você vai ficar bem. Isso sem contar as porradas que dão aquela energia pra aguentar qualquer merda que a vida quiser empurrar pra mim.

Tem sido bem aos poucos, tem sido bem devagar. Mas eu tô seguindo em frente. Ainda estou aqui, ainda estou de pé.

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Análise de Sistemas

5 de abril de 2017

Análise, do grego aná (para cima) + lýein (soltar, decompor), significa desfazer. Refere-se à quebra de algo grande em partes pequenas, a separação do todo em partes pequenas.


Lição de Anatomia do Dr. Willem van der Meer, Michiel Jansz van Mierevelt, 1617

Osso frontal. Parietal. Temporal. Occiptal. Esfenóide. Etmóide. Maxilas. Mandíbula. Zigomático. Atlas. Axis. Vértebras. Cervicais, torácicas e lombares. Esterno. Costelas. Verdadeiras, falsas e flutuantes. Sacro. Cóccix. Escápula. Clavícula. Úmero. Rádio. Ulna. Ossos do carpo. Metacarpo. Falanges. Proximais, medianas e distais. Ílio. Ísquio. Púbis. Fêmur. Tíbia. Fíbula. Patela. Ossos do tarso. Metatarso. Falanges. Calcâneo.

Sutura sagital. Sínfise intervertebral. Esterno-costais. Manúbrioesternal. Temporomandibular. Escápulo-umeral. Coxofemoral. Cotovelo. Joelho. Meniscos. Ligamentos cruzados. Radiocarpal. Ligamento anular do rádio. Carpometacárpica. Radioulnar proximal. Tíbiotársica. Tarsometatársica. Metacarpofalangeana. Metatarsofalangeana. Sínfise púbica. Sacro-ilíaca.

Orbicular do olho. Orbicular da boca. Masseter. Bucinador. Milo-hióideo. Esternocleidomastóideo. Peitoral maior. Oblíquo externo. Trapézio. Grande dorsal. Diafragma. Glúteo máximo. Bíceps braquial. Tríceps braquial. Flexores superficiais dos dedos. Flexor radial do carpo. Retináculo dos flexores. Extensores dos dedos. Retináculo dos extensores. Eminência tenar. Quadríceps femoral. Tibial anterior. Gastrocnêmio. Semitendínio. Tracto íliotibial.

Eu disse que era uma análise de sistemas, só não disse quais.
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Atualizando pra dizer que eu não morri #1

1 de março de 2017

Já era hora de atualizar o blog e dizer que ei, colegas, eu não morri. Quem me acompanha sabe que eu não tenho um intervalo regular entre as postagens, mas imaginei que teria vindo aqui mais cedo e, no fim, não apareci. Não sinto que tenho muito o que falar, ao mesmo tempo em que tenho muitas novidades para contar. É muito estranho quando a gente para de ser sentimento e vira fato, mas isso não é uma coisa ruim. Enfim, espero que vocês, caros leitores, fiquem contentes em saber apenas algumas coisas que aconteceram comigo ultimamente.

Faz alguns meses que a minha cabeça parece ser feita de estresse, porque o tempo passa e as coisas são incertas, porque nunca se sabe o dia de amanhã e tudo que podemos fazer é rezar para que tudo fique bem. Digo rezar não num sentido religioso, mas pode ser assim também, se o leitor quiser. Enfim. É sempre muito bom quando a tempestade passa e você percebe que, mais uma vez, as coisas aconteceram da maneira certa, no tempo certo, exatamente como era pra ser. Não quero dizer, com isso, que está tudo resolvido. Longe disso, ainda há muita coisa por vir. Porém, ao analisar o curso da minha vida nos últimos tempos, não posso deixar de me sentir feliz, pois percebo que todo o meu esforço não foi em vão. Não até aqui e, independente do que aconteça, eles nunca terão sido em vão. ♥

Esses dias eu tive o melhor carnaval da minha vida, pra quem quer saber como eu passei de feriado. Eu estava realmente precisando viajar e descontrair, mas eu não esperava que seria tudo tão perfeito assim. No ano passado, fui para Prudentópolis, onde não havia carnaval e, justamente por isso, achei que tinha sido o melhor de todos. Porém, contudo, todavia, a vida sempre vem e nos supreende, às vezes com coisas ruins, outras com coisas boas. Esse ano, fui para Itapoá, em Santa Catarina, e meu pai alugou um apartamento na mesma rua onde ficava o palco principal das comemorações desse ano. Em outras circunstânceas, isso seria bem desagradável, mas não foi porque eu tive a melhor pessoa do mundo ao meu lado.

Foi a primeira vez que viajei com meu namorado (tirando as vezes que viajamos com a banda, claro), depois de termos planejado mais de quinhentas vezes uma viagem para a praia, e foi simplesmente a melhor viagem da minha vida. Superou até mesmo Prudentópolis. Acho que, pra ficar melhor, só se, no carnaval do ano que vem, nós formos para lá, passear na mata, escalar umas pedras e ouvir o som das cachoeiras. Essas são coisas pelas quais eu não sabia que nós dois tinhamos um amor em comum, até estarmos nos divertindo andando pelas pedras à beira mar.

Não sou de pular carnaval, mas não vejo problema em ir no local da folia dar uma olhada. Para minha surpresa, o carnaval de Itapoá é bem “família” e, por isso, foi bem agradável dar uma passada na festa e dançar um pouco com meu namorado que, na ocasião, era a mais bela moça de toda a cidade. Sim, ele se vestiu de mulher. Não, eu não tive que “obrigar”, haha. Havia tempos que eu falava pra ele que tinha interesse em maquiá-lo de um jeito bem feminino e ele nunca foi contra. Por isso, aproveitamos essa época pra experimentar esse look, risos. Confesso que não fizemos antes por pura preguiça. Como, dessa vez, havia um motivo plausível, nos empenhamos para torná-lo linda.

Seguem ibagens (só 1, no caso):


Te amo, bb.

Como nem tudo são flores, tive uma notícia bem ruim esses tempos. Meu coração se partiu em mil pedaços ao saber que não irei mais conviver com uma pessoa que gosto muito. Ela não morreu, nada disso, mas simplesmente não poderá mais frequentar os mesmos espaços e, por isso, ser tornará mais difícil vê-la. Porém, minha alma está cheia de desejos e energias positivas que estão constantemente sendo enviadas à essa pessoa, e eu só espero que ela encontre novos caminhos e tenha uma boa vida.

Talvez vocês não tenham percebido (sarcasmo), mas o design do blog tá bem padrão Blogger mesmo, porque eu simplesmente mandei tudo pra casa do carvalho. Sim, porque eu tô de saco cheio de nunca me contentar com as paradas que eu faço, e não adianta ninguém dizer que meus layouts são lindos porque o problema, infelizmente, é bem mais profundo que isso. Mas tudo bem, um dia eu abordo isso no consultório com a psicóloga e tento compreender um pouco mais. Ou não.

Outros pequenos detalhes dos últimos tempos que merecem destaque são:
  • Sinto-me com 16 anos novamente. Não porque ando fazendo cagada adoidado, mas porque ando ouvindo altos breakdown, uns pop e Beatles. Sim, Beatles. Don't ask.
  • Resolvi organizar minhas múscias no Spotify criando playlists para cada sentimento que elas invocam (ou seria evocam?) em mim. Muitas vezes a playslist tem diversas músicas de gêneros totalmente distintos, mas isso é porque resolvi classificar de acordo com as minhas emoções. Acho que eu nunca deixei de ser sentimento, no fim das contas.
  • Depois de muito tempo, viciei em Hotline Bling. Me lembra a uma época boa da minha vida, então acho que tudo bem.
  • Sexta, dia 3, é meu aniversário. I don't know about you, but I'm feeling 22.

Beijos pra quem só pula carnaval se for família. ;*
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O Alkymist está morto*

11 de fevereiro de 2017

Não quero voltar a ter um blog cujos assuntos dariam muito trabalho para escrever, só falar um monte de besteira como sempre faço. Achas que tens o que é preciso para esmagares os meus comentários? CLICA AQUI

Brincadeiras à parte, tenho a impressão de que o mundo deu uma volta completa desde o meu último post no Alkymist — que falava sobre eu querer estudar para passar em um curso concorrido no final do ano. Isso porque tive diversas dificuldades em casa que me fizeram sair correndo pra outro lugar, onde as coisas se tornaram mais confusas ainda e acabei me inscrevendo pra uma universidade particular.

Não tenho nada contra universidades particulares, inclusive sempre quis estudar em uma. Enquanto o sonho de todos é ir pra federal ou estadual, eu queria mesmo era ter que pagar por cada matéria. Sim, talvez eu seja um pouco masoquista, mas enfim. Descobri que a faculdade mais barata no curso que eu queria aqui também era uma das melhores do estado e não pensei duas vezes: vou lá.

Infelizmente não sei dizer quanto tempo vou conseguir ficar, uma vez que a faculdade custa dinheiro e dinheiro custa ganhar (inclusive, esse é o motivo de eu ter voltado pro Blogger, risos). Mas vou tentar ficar lá o máximo de tempo possível, porque em apenas uma semana, já me apaixonei por 90% dos meus professores (no sentido de gostar das aulas, não de ter crush neles, God, no) e sinto que estou, finalmente, fazendo algo que eu realmente quero.

Tenho a impressão de que tudo que conquistei na vida foram coisas que eu fui aceitando por não conseguir algo melhor. E, claro, nós temos mesmo que agarrar as oportunidades que chegam até nós, porém isso não quer dizer que não podemos correr atrás de nossos sonhos. Sim, eu demorei pra descobrir qual era o meu sonho — e a minha mania de sempre duvidar de mim mesma, das minhas capacidades e dos meus desejos não tem ajudado em nada —, mas agora que pareço estar vivendo ele, as dificuldades no meio do caminho não parecem me assustar tanto.

Devo agradecer à querida Shana que me ajudou muito nessa estória toda, tirando minhas dúvidas e me ajudando a planejar melhor como eu faria as coisas. Ela também me ajudou a perceber que eu não sou pouca bosta como sempre achei, e que sou perfeitamente capaz de correr atrás daquilo que quero. Obrigada, minha querida. ♥

Fora isso, não tenho muito mais para falar. Em breve ficarei bem ocupada com textos, trabalhos e as outras tarefas que a vida acadêmica implica e, quem sabe, eu não tenha muito tempo pra vir aqui. Muito provavelmente, a maior parte dos posts será de conteúdo pessoal e não aquilo que um dia eu havia planejado, mas isso não faz do meu blog menos importante.

Espero que compreendam e, caso não, o problema é de vocês.

Até mais.

* Pra quem não sabe, Alkymist era um blog onde eu falaria sobre história, filosofia, psicologia e altas paradas bem bacanas que me interessam e que iria tomar um tempo desgracento da minha vida.
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