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Still here. Still standing!

11 de maio de 2017



Alguém por aqui esses tempos? Não? Eu imaginava.

Quem esteve por aqui nos últimos dias, sabe que o blog não estava exatamente parado. Entretanto, mesmo assim, ele não ia muito bem. A parada tava tão pesada que tudo que escrevi no último mês foram desabafos nos quais eu falava sobre o meu estado de confusão mental e como, apesar de estar tudo certo e bonitinho, a minha cabeça insiste em ver minha vida como um edifício em tombamento a todo instante.

É claro que, depois de algum tempo, eu fiquei farta disso e procurei ajuda. Na espiritualidade, com a minha psicóloga, meu psiquiatra, todo mundo que poderia me ajudar. Até meu namorado foi meio terapeuta nesses últimos tempos, mas o fato é que pra namorar comigo, tem que ter um quê de terapeuta mesmo, então isso não é bem novidade.

O negócio é que, às vezes, a gente deixa os pensamentos atropelarem nossos sentimentos, deixa o mundo nos ditar o que fazer, deixa de viver e passa a tentar coexistir pacificamente com todo mundo. Mas não dá, sabe? Não dá mesmo. Conviver com outras pessoas é sinônimo de conflito, e ai de quem pensa o contrário.

Comecei a abrir a boca. Comecei a falar mais, omitir mais opiniões. Estaria eu, finalmente, me dando o devido valor? Seria este um sinal de que minha autoestima tinha melhorado? Ou eram apenas os gritos desesperados que já estavam na minha mente havia meses, saindo em forma de pequenos desabafos, opiniões singelas e pedidos simples?

Fico triste em pensar que, muito provavelmente, estamos falando dessa última opção. Isso porque, apesar de tudo, eu ainda me acho meio meh, meio nada demais, meio tanto faz. E não pensem que não estou trabalhando nisso, porque estou - quem me conhece sabe o tanto que progredi nesse quesito nos últimos dois anos -, mas isso não é o tipo de coisa que muda do dia pra noite. Assim como amar a outra pessoa, amar a si mesmo leva tempo. Tempo esse que, basicamente, eu não tenho de sobra, mas cá estamos, tentando.

Cada dia é um novo dia, e a cada pensamento ruim, um pensamento bom fala mais alto. Pra cada música que fala sobre suicídio na minha playlist do celular, há pelo menos uma falando que ei, tudo bem ficar mal, mas você vai ficar bem. Isso sem contar as porradas que dão aquela energia pra aguentar qualquer merda que a vida quiser empurrar pra mim.

Tem sido bem aos poucos, tem sido bem devagar. Mas eu tô seguindo em frente. Ainda estou aqui, ainda estou de pé.

3 comentários

  1. O layout novo está um amor <3
    E de passo em passo a gente segue no caminho! Go go!

    (comentário bosta, eu sei, mas são 4h40 da manhã. Releve.)

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  2. Toda manhã eu paro penso e reflito: hoje é um novo dia e eu irei tentar o máximo ser melhor que ontem. Nem sempre consigo, confesso. Mas cada dia é um novo passo, tem dias que o passo é grande outros nem tanto... mas estamos ai né?

    O blog ta lindo!
    Beijos e muita luz pra você!
    https://velharanzinza.blogspot.com.br/

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  3. Oi Mary, eu meio que andei sumida, mas voltei. Super senti falta daqui e confesso que amei o layout. Colocar um limite pequeno do que se quer atingir no dia e ir aumentando gradativamente pode ajudar. Espero de coração que o tempo de ajude, porque quase sempre palavras alheias não nutrem resultado, mas torço de verdade, por você. E sei que és uma garota especial no seu modo de ser e nunca aceite que te digam o contrario.

    Beijinhos,
    https://julietincrisis.blogspot.com.br

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